Educação e saúde feminina: o plano de R$ 116 milhões do Instituto Natura para mudar o continente
Quando olhamos para o mercado de beleza hoje, o rastro de transformação que uma marca deixa no mundo é tão importante quanto o produto na prateleira. Em 2025, o Instituto Natura elevou o nível dessa conversa ao destinar R$ 116,7 milhões para uma engrenagem de impacto social que combate as desigualdades na América Latina.
Presente em seis países, a iniciativa vai muito além do marketing: ela alcançou 6,2 milhões de estudantes e cerca de 600 mil mulheres, focando no desenho de políticas públicas que gerem mudanças reais e escaláveis.
Educação e saúde: os pilares da transformação
Em primeiro lugar, o diferencial dessa estratégia é a convicção de que não existe desenvolvimento econômico sustentável sem passar pela base: educação de qualidade e garantia de direitos básicos. Nesse sentido, na frente educacional, 4,8 milhões de crianças foram beneficiadas por políticas de alfabetização na idade adequada.
Além disso, no pilar voltado especificamente para as mulheres, o impacto social se traduz em saúde e segurança. Dessa forma, foram 596 mil mulheres atendidas, com foco em:
- Enfrentamento à violência de gênero;
- Promoção da saúde das mamas;
- Desenvolvimento de consultoras ligadas às marcas do grupo.
O consumo como ferramenta de mudança real
Por outro lado, uma parte essencial dessa transformação vem diretamente das escolhas de quem compra. No último ano, a venda de produtos das linhas sociais, como “Crer Para Ver” e “Ofertas do Bem”, arrecadou R$ 108,7 milhões.
Isso significa que o consumidor final participa ativamente da rede e ajuda a financiá-la.
Para o mercado, a lição é clara: mudanças duradouras exigem constância, parceria com governos locais e compromisso contínuo.